Castro Verde – Site Oficial do Município

Mapa do Concelho

Iniciativas

Rede SocialCPCJ de Castro VerdeAtividade Com VidaRede de Bibliotecas de Castro VerdeProjetos cofinanciados pela EU

Economia

  • AGRICULTURA

     

    Agricultura

    Até aos finais da década de setenta do século XX, as atividades ligadas ao sector primário eram as predominantes no concelho de Castro Verde, representando cerca de 60% do Produto Interno do Concelho, e a agricultura a atividade económica dominante. 

    As profundas alterações que se seguem à integração de Portugal na União Europeia (CEE), hoje União Europeia, fazem diminuir drasticamente a população agrícola no concelho de Castro Verde, rondando os 11% da população em 2001.
     
    Atualmente, continua a praticar-se uma agricultura extensiva de cultivo de cereais. O sistema agrícola é caracterizado pela rotação de 3 a 5 anos, com pousios e pastagens seminaturais. Contudo, procura-se conciliar esta atividade com a conservação da paisagem dominante, a estepe cerealífera, de modo a preservar o habitat da avifauna estepária, que tem aqui o seu expoente máximo. A adesão dos agricultores a estas medidas de conservação da paisagem é já uma realidade, devido a novas consciências ambientais que despertam e devido também a apoios comunitários (Plano Zonal) e às medidas definidas pela autarquia no Plano Diretor Municipal.
     
    Em 1999, existiam em Castro Verde 275 explorações agrícolas, ocupando uma área aproximada de 51 mil hectares.
    Dessas, 219 eram de terra arável limpa, estando 181 dedicadas, entre outras, a culturas temporárias e 169 tinham também terrenos em pousios, ocupando, cada uma delas, respetivamente, 12 030 hectares e 17 762 hectares. Estavam registadas 71 hortas familiares, ocupando uma área de tão-somente 6(!) hectares. A estes dados importa juntar os 11 474 hectares de culturas sob coberto, matas e floresta, equivalendo a 60 propriedades.
    Genericamente, estes dados são complementados com os números relacionados com a pastorícia e criação de gado, atividade historicamente importantíssima para o concelho e a região.
     
    As pastagens permanentes em terra limpa rondavam os 4347 hectares enquanto as que se estendiam no sob coberto de matas e floresta rondavam os 1295 hectares.
     
    O efetivo animal nos ovinos, em 1999, aproximava-se do número extraordinário de 41 000 cabeças, 31 376 dos quais fêmeas reprodutoras, distribuídos por 175 explorações. Os bovinos rondavam os 7094 efetivos, em 85 explorações agrícolas, enquanto o efetivo de suínos era de 3158, em 90 explorações. Os caprinos não ultrapassavam os 951, em 55 explorações agrícolas, e o efetivo de equídeos era de 78, distribuídos por 33 explorações. Dados mais recentes, mostram que os números de 2007 não andam muito longe dos registados há cerca de oito anos. Segundo informação da Associação de Agricultores do Campo Branco, o número de pequenos ruminantes é de 36663, distribuídos por 211 explorações, distribuídos por freguesias da seguinte forma:
     
    Casével, 1803 animais em 23 explorações; Castro Verde, 25088 animais em 131 explorações; Entradas, 4001 animais em 26 explorações; Santa Bárbara de Padrões, 2004 animais em 19 explorações e São Marcos da Ataboeira, com 3767 animais em 12 explorações.
     
    Quanto aos grandes ruminantes, os números para o concelho de Castro Verde distribuem-se da seguinte forma:
    Casével, 766 animais em 7 explorações; Castro Verde, 4793 animais em 62 explorações; Entradas, 404 animais em 5 explorações; Santa Bárbara de Padrões, 414 animais em 9 explorações e São Marcos da Ataboeira, com 906 animais em 10 explorações.
     
    Na última década, matas e florestas sem culturas sob coberto correspondiam, no concelho de Castro Verde, a 1972 hectares, enquanto a superfície agrícola não utilizada rondaria os 268 hectares. Outras utilizações sem importância de maior poderiam ser aqui referidas, mas não trariam qualquer informação acrescida para a compreensão da estrutura agrária do concelho.
     
    As principais culturas temporárias ocupavam 15 437 hectares, estando as mais representativas distribuídas da seguinte forma:
    Cereais para grão, 12945 hectares; leguminosas secas para grão, 622 hectares; prados temporários e culturas forrageiras, respetivamente, 585 e 635 hectares. As culturas industriais ocupavam 650 hectares.
     
    Em culturas permanentes, refira-se a importância do olival comparativamente a outras culturas menos representativas, com uma ocupação superior a 549 hectares. Nos últimos 3 anos, este número cresceu de uma forma exponencial, se considerarmos, em particular, o investimento realizado na Herdade dos Gregórios, que acrescenta cerca de 500 hectares aos terrenos ocupados por olival no nosso concelho.
     
    O Recenseamento Geral da Agricultura, de 1999, quanto à natureza jurídica do produtor, assim como da contabilidade jurídica das “sociedades” do nosso concelho, refere que por conta própria e em terrenos próprios existem no concelho, 203 produtores, ocupando uma área aproximada de 26325 hectares. Em terras arrendadas, o número de empresários baixa para 97, correspondendo uma área de 19175 hectares. 16 outras fórmulas de exploração ocupam 2211 hectares.
     
    Com contabilidade organizada há 139 produtores. Oito, apenas, fazem o registo de receitas e despesas, enquanto noutra situação aparecem 128 produtores.
     
    Tal como por toda a região, a população familiar associada às explorações agrícolas é cada vez menor, atingindo as 752 pessoas, no ano de 1999, das quais 418 são homens. No entanto, eram apenas 110, em termos de população familiar, aqueles que trabalhavam a tempo inteiro. 315 “agricultores” tinham o 1º ciclo do ensino básico e 37 tinham cursos superiores, 12 dos quais com especialização em agricultura.
     
    O Recenseamento Geral da Agricultura refere, para o ano de 1999, a existência de 251 produtores singulares, dividida pelas seguintes “classes de idade”:
    15-24 anos, 4 produtores; 25-34, 15 produtores; 35-44 anos, 41 produtores; 45-54 anos, 49 produtores; 55-64 anos, 66 produtores; igual ou maior de 65 anos, 76 produtores.
     
    Finalmente, importa referir que a mão-de-obra não familiar, em Castro Verde, atingia os 171 indivíduos, 23 dos quais, assumindo funções de dirigente.
    A título comparativo, é de salientar que, no Censos de 2001, a população no concelho com atividade económica entre os 15 e os 60 anos, era de 3136 indivíduos dos dois sexos, e 236 tinham mais de 60 anos. 
     
    A utilização da água na agricultura, afinal o grande paradigma da agricultura no Alentejo do pós-Alqueva, tem em Castro Verde uma pontual utilização. O concelho de Castro Verde, em finais da década de noventa, do século XX, tinha apenas 564 hectares de superfície irrigável, correspondendo a 45 explorações agrícolas. Furos, poços e nascentes em 35 explorações, e albufeiras ou barragens em 13 explorações agrícolas, são as principais origens das águas de rega. O método de colocação da água no terreno era maioritariamente com elevação, em 43 explorações, 17 das quais com motor elétrico e igual número em motor a carburante. Citrinos e Olival eram as principais culturas de regadio no concelho de Castro Verde. 
     
    Como em todo o interior, a agricultura no concelho de Castro Verde vem sentindo profundas alterações, não representadas nestes dados, mas que dão uma nova imagem à agricultura, do ponto de vista genérico. Alguns investigadores identificam o surgimento da expressão mundo rural não agrícola durante os anos oitenta, face a uma situação de claro abandono da agricultura enquanto atividade principal, claramente sustentada na valorização da ideia de património. Esta componente patrimonial tem a sua vertente produtiva ao nível da “mercantilização das paisagens”, enquanto recursos para atividades de tempo livre – turismo e lazer – e espaços de produção artesanal e small, com a variante da valorização do rural enquanto marca de qualidade.
     
    Paralelamente, mas pouco explorada, a dimensão da paisagem rural enquanto um todo atrativo, pela qualidade de vida, pela diferente valorização dos elementos espaço e tempo, em oposição ao espaço urbano, é um recurso com claras potencialidades de promoção. É óbvio que esta nova paisagem rural é em muito definida pela relação que mantém com a paisagem urbana, o que só reforça a importância do fluxo enquanto elemento a ter em conta quando se pretende intervir pelo desenvolvimento local nestes territórios. O concelho de Castro Verde, olha agora para esses potenciais mercados com novos projetos que, pouco a pouco, poderão oferecer importantes alterações na paisagem do concelho.
  • INDÚSTRIA

     

    Indústria


    O tecido económico do concelho de Castro Verde sofreu, em particular nas últimas três décadas, uma profunda alteração, devido fundamentalmente à abertura da Mina de Neves-Corvo e ao papel empregador assumido, no pós-25 de Abril de 1974, pela Câmara Municipal de Castro Verde. Essas alterações trazem uma mudança profunda ao tecido empresarial da região de Castro Verde que, da quase monopolização assumida pelas atividades ligadas ao sector primário, produção e transformação, se torna variado e extenso apresentando um potencial de crescimento assente na diversidade da atividade económica do concelho.
    Em 2001, o sector secundário representava 32,7% do emprego no concelho de Castro Verde, 4,4% dos quais na construção, longe do peso da indústria extrativa, com mais de 80% do emprego e a quase totalidade do volume dos negócios do sector secundário (98%).
    O processo de mudança social tem induzido, entre outros, o desaparecimento de postos de trabalho tradicionais e a alteração de conteúdos de outros, e o surgimento de novas profissões, o que, em grande parte contribuiu para a desestruturação das zonas rurais. Não podendo afirmar-se só por si um indicador de grande otimismo, como veremos mais abaixo, é inegável o processo ascendente de qualificação dos quadros das empresas da região, em particular das grandes organizações como a Somincor, a Câmara Municipal e empresas com alguma dimensão, além de algumas associações e IPSS’s com intervenção social.
    Num concelho onde os trabalhadores por conta de outrem tiveram, em 2003, um rendimento superior a 1000 euros mensais, sendo o sétimo rendimento a nível nacional, quando a média nacional não superou os 849 euros, em 2005 os dados relativos ao Sector Secundário no concelho de Castro Verde, dão-nos números extraordinariamente mais relevantes: Neste sector trabalham 1053 pessoas por conta de outrem, com um ganho médio mensal na ordem dos 1378,11 Euros.
    Estas alterações são, também elas, indicadoras das alterações que se verificaram ao nível da formação e alfabetização da população de Castro Verde. Em termos de evolução de 1991 para 2001, constata-se que diminuíram o número de pessoas sem nenhum nível de ensino e com o 1º ciclo do ensino básico, o que pode dever-se à diminuição da taxa de natalidade. Por outro lado, diminui a taxa de analfabetismo.
    Contrariamente, aumentam de 1991 para 2001, o número de pessoas que atingiram todos os restantes níveis de escolaridade, com particular relevo para os que atingiram o ensino secundário (14,4% em 91 para 22,9% em 2001) e os que atingiram níveis de escolaridade média ou superior (3,2% em 91 para 7,3% em 2001). É de salientar que o nível de ensino atingido integra o número de indivíduos que o frequentam, o número de indivíduos que têm o nível de ensino incompleto e os que já o completaram.
    No que concerne ao nível de ensino superior, dos 539 indivíduos que atingiram este grau em 2001, 261 indivíduos completaram este nível de ensino, o que corresponde a 48,4% do total. 
    Outro dado relevante, diz respeito aos níveis de escolaridade atingidos pelos indivíduos dos dois sexos. Neste sentido, verificam-se quer em 1991, quer em 2001, que apesar de existirem mais indivíduos do sexo masculino a frequentar os 3º primeiros ciclos do ensino básico, esta tendência inverte-se a partir do ensino secundário até ao ensino médio e superior. Podemos assim afirmar que, são as mulheres as que apresentam maiores níveis de escolaridade, ainda que as suas habilitações pareçam não ter tradução direta em termos da empregabilidade, uma vez que é este grupo que apresenta maior taxa de desemprego.
    A estrutura industrial polarizada em parte significativa pelo empreendimento mineiro de Neves-Corvo, tem assistido a um lento avanço das agroindustriais, nomeadamente salsicharias e panificadoras, numa escala micro, mas com clara sustentabilidade.
  • COMÉRCIO E SERVIÇOS

     

     
    Comércio e Serviços


    No concelho de Castro Verde, o tecido empresarial está claramente assente numa estrutura de micro e pequenas empresas do ramo dos serviços e da microindústria – comércio e retalho, serviços a pessoas individuais e coletivas. Composto por cerca de 650 empresas, 30% delas inserem-se no sector do comércio por grosso e a retalho. 25% das empresas existentes encontram-se ligadas à agricultura, produção animal, caça e silvicultura.
    Segundo o INE, o concelho de Castro Verde alberga 124 sociedades, 46 das quais ligadas ao comércio e 13 sociedades de indústria transformadora.
    O sector do comércio e serviços, em 2001, apresentava então o maior volume de emprego, cerca de 56,2% do total da população empregada, sendo o sector onde se registou o maior crescimento nas últimas décadas, tanto ao nível do número de empregos como do volume de negócios. Em 2005, o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem nesta área era de 686,90€. O emprego no Sector Terciário Social representava no Censos efetuado em 2001, cerca de 30,2% da população empregada. Este número, se bem que superior à média nacional (25,5%), situava-se abaixo dos 34,6% registados no Baixo Alentejo.
    Se excetuarmos a exploração mineira, a atividade comercial é a predominante na região e aquela que emprega o maior número de pessoas ao serviço das sociedades do concelho, cujo volume de vendas atinge 26822,69 milhares de Euros.
    O crescimento geral do consumo, em termos absolutos, e a modernização do mesmo, definem em larga medida a resposta dos empresários, que optam, na grande maioria, pelos serviços de proximidade – o pequeno comércio de uma forma geral, muito pautado pela não especialização da venda – e pela pequena indústria, de apoio a outras atividades, nomeadamente, da construção civil. As carpintarias e serralharias funcionam na maioria dos casos, particularmente as últimas, em clara dependência das empresas de construção.
    O importante contributo do sector da Construção Civil e Obras Públicas, que durante a década de oitenta e noventa, constituiu umas das atividades económicas que mais contribui para regular o mercado de trabalho, em função de investimentos da iniciativa pública e cooperativa, mas também pela adjudicação de empreitadas relativas ao arranque do empreendimento mineiro de Neves-Corvo.
    Das atividades emergentes, o turismo começa agora, e pouco a pouco, a afirmar-se como uma atividade importante para o concelho de Castro Verde. Apresentando alguns “cluster’s” potenciais de atracão turística, devido à riqueza do seu património natural, cultural e histórico. Para além da sua localização privilegiada, funcionando como uma espécie de plataforma entre o interior e a costa, e zona de entrada no Algarve, o concelho oferece um património ambiental rico, com especial destaque para a sua avifauna, abrindo as portas à realização de atividades particularmente ligadas à observação de pássaros e aos passeios natureza.
    Complementarmente, a oferta nas áreas da restauração e do alojamento, neste concelho, desenvolvem agora níveis de oferta de interessante qualidade, provocando uma maior procura deste concelho, em particular como destino de fim-de-semana.
    A taxa de atividade no concelho de Castro Verde era, em 2001, de 44,4%, com um número de ativos de cerca de 3375 indivíduos, inscrevendo uma subida significativa relativamente à década anterior, que registava uma percentagem de 39,8, isto é, 3091 indivíduos. Com 11,6% da população ativa, o desemprego atinge um dos números mais elevados na região Alentejo, em particular ao nível da população feminina.
  • CARTA ESTRATÉGICA DO CONCELHO DE CASTRO VERDE

AGENDA

PUBLICAÇÔES PERIÒDICAS

Newsletter