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Unidade Municipal de Compostagem

Unidade Municipal de Compostagem

Trata-se de uma infraestrutura simples e eficaz para recolher os resíduos orgânicos (verdes e secos), resultantes dos jardins públicos e/ou privados do Município de Castro Verde, que são posteriormente transformados num composto (adubo orgânico), que pode ser utilizado em hortas comunitárias ou hortas e jardins próprios e/ou privados, com diversas vantagens comparativamente a qualquer outro tipo de fertilizante, como por exemplo os adubos químicos.

Tratando-se assim de uma solução ecológica que permite reduzir o volume dos resíduos verdes e secos nos contentores municipais ou em terrenos baldios, e também diminuir o seu transporte para deposição no aterro sanitário.

Este composto poderá também vir a ser comercializado de acordo com os planos traçados pela autarquia de forma a garantir a sustentabilidade económica do projeto.

A entrega de resíduos verdes e secos na Unidade Municipal de Compostagem evita que o Município de Castro Verde deposite no aterro sanitário este tipo de resíduos, sendo assim aproveitados e transformados cerca de 120 toneladas/ano de composto (adubo orgânico).

 

Deposição ou zona de receção interior dos resíduos orgânicos (verdes e secos) resultantes dos jardins públicos e/ou privados na Unidade Municipal de Compostagem de Castro Verde.

 

Deposição ou zona de receção exterior dos resíduos orgânicos (verdes e secos) destinados aos munícipes, em particular a entregas fora do horário de funcionamento da Unidade Municipal de Compostagem.

 

Em ambas zonas de receção de resíduos orgânicos (verdes e secos) existem espaços próprios para os diferentes tipos de resíduos, uma vez que cada material é triturado em separado.

 

Fases da Compostagem:

  • 1ª Etapa:

Trituração dos resíduos orgânicos secos e verdes através de uma máquina especializada para a trituração dos resíduos. Após a trituração destes forma-se uma pilha de resíduos orgânicos, isto é, uma mistura de resíduos verdes (ricos em Azoto) e resíduos secos (ricos em Carbono) triturados.

Formada a pilha, deixa-se decompor por um período de mais ou menos 3 a 4 meses, revolvendo e humedecendo-se a pilha durante este tempo, com uma máquina especializada denominada de Revolvedor de Composto. Revolve-se a pilha para se fornecer oxigénio aos microrganismos, para que estes ajudem a decomposição, libertando assim energia e fazendo subir a temperatura, sendo necessário humedecer-se com regularidade a pilha (de dois em dois dias) para que resulte em um composto mais equilibrado, de forma a obter-se assim uma melhor relação azoto/carbono. Nos períodos de chuva a pilha depois de revolvida deve ser coberta com um têxtil denominado de “top-Tex”, que tem como finalidade proteger a pilha da chuva e dos ventos fortes no Inverno e no Verão evitar também a secura extrema e possibilitando, ao mesmo tempo as trocas gasosas.

 

  • 2ª Etapa:

Os resíduos orgânicos já se encontram mais decompostos e melhor restruturados obtendo-se o processo designado de Bioestabilização, onde já se pode verificar a formação de húmus (Humificação), e onde a temperatura já se encontra mais estabilizada.

  • 3ª Etapa:

Após a pilha anterior estar um tempo útil em exposição ao sol, ou seja quando o composto já esta maturado, faz-se uma crivagem, com um crivo/peneira para retirar os pedaços de maiores dimensões os quais ainda não foram totalmente decompostos. O restante composto passa para esta etapa, a etapa final, onde já está formado o composto. Contudo é necessário verificar se a decomposição está completa, isto é, se o composto está completamente pronto, para tal tem que se verificar alguns aspetos tais como: a temperatura do composto, a qual deve estar baixa e não se verificar humidade na pilha. Para tais condições efetua-se normalmente o “Teste da Esponja”, que tem como principal objetivo retirar uma parte do composto com a mão e aperta-lo como se fosse uma esponja. Se a mão ficar húmida, sem que o composto escorra, significa que a humidade está correta, e que o composto está em ótimas condições para que possa ser utilizado.


Os factores que afectam o processo de compostagem:

Arejamento: o processo da compostagem baseia-se na degradação dos resíduos em presença de oxigénio, sem o qual surgem maus odores (devido a reações anaerobias).

Humidade: deve estar entre os 40 a 65% para assegurar as necessidades da degradação dos resíduos (o excesso de água conduz á carência de oxigénio e posterior libertação de maus odores).

Porosidade e tamanho: os residuos com particulas maiores  que 7 cm devem ser fragmentados (quanto menores mais rapida é a decomposição). A adição de materiais estruturantes (palha, ramos pequenos, etc) evita a compactação, garantindo o arejamento da pilha.

Temperatura: nos primeiros 2 a 3 meses a temperatura da pilha deve variar entre os 45 C e 70 C. Nos dois meses seguintes, a temperatura deve descer até valores proximos da temperatura ambiente, altura em que o composto já se encontra pronto para aplicação.

pH: para que a degradação dos resíduos decorra sem problemas, o pH inicial da mistura dos resíduos deve estar entre 6,5 e 8,0.

Relação Carbono/Azoto: os micoorganismos necessitam de carbono e azoto em quantidades adequadas, sendo necessário uma mistura bem equilibrada de resíduos verdes (ricos em Azoto) e resíduos secos (ricos em Carbono).

O Município de Castro Verde é um dos poucos municípios nacionais a dispor de infra-estruturas com equipamento específico para a compostagem de resíduos orgânicos tais como:

 

Máquina Trituradora dos Resíduos Orgânicos


Máquina Revolvedora do Composto


Viaturas de Recolha e Transporte dos Resíduos Orgânicos

 

 

Vantagens do composto:

  • Substitui o uso de fertilizantes químicos (adubos), aumentando desta forma os nutrientes do solo, melhorando as suas características, tanto para os solos argilosos como os arenosos, dando-lhes outra estrutura e reduzindo a erosão, dando origem a alimentos mais saudáveis e biológicos;
  • Mais rico em nutrientes melhorando o desenvolvimento das plantas, das hortas e dos Jardins;
  • O composto atua no solo como uma esponja, ajudando o solo a reter a humidade e os nutrientes;
  • Reduz a quantidade de resíduos orgânicos (secos e verdes) no aterro sanitário;
  • Reduz as pragas, doenças e plantas espontâneas (inços).


Para mais informações consulte o site oficial do projeto "Orgânica Verde", através do seguinte link:

http://projectos.lpn.pt/index2.php?id_projecto=20

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